Mercado de PCs registra crescimento recorde no terceiro trimestre

Mercado de PCs registra crescimento recorde no terceiro trimestre

11 de outubro de 2019 0 Por Clayton Lima

O mercado mundial de PCs cresceu 4,7% no terceiro trimestre deste ano, com comércio de 70,9 milhões de unidades, em relação a 2018. Esse é o maior crescimento no setor desde os números registrados no primeiro trimestre de 2012, segundo o relatório emitido pela firma de análise Canalys nesta quinta-feira (10).

Entre os fabricantes, a Lenovo e a HP foram as campeãs de vendas, com remessas de 17,3 milhões e 16,7 milhões de unidades, respectivamente. A Dell ficou em terceiro lugar, com 12,1 milhões de PCs entre julho e setembro. A Apple ficou na quarta posição, com 5,4 milhões, e a Acer em quinto, com 4,9 milhões.

(Imagem: Divulgação/Canalys)

De acordo com a avaliação, o fim do suporte do Windows 7 com atualizações para o Windows 10, o aumento das compras por parte de lojas para aumentar os estoques visando os feriados, a compra de máquinas pelo Japão para equipar o país por conta da Olimpíada de Tóquio em 2020 e as condições econômicas nos Estados Unidos contribuíram para esse cenário — os fornecedores ianques fizeram mais encomendas antes que as tarifas dos produtos chineses aumentem.


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Embora as taxas sobre as máquinas chinesas subam somente em dezembro, as importações representam nada menos do que US$ 37 bilhões em notebooks e tablets orientais.

Apple foi a única que não teve alta na Europa

Como dito, a Apple ficou em quarto lugar, registrando um crescimento de 1,5% na comparação ano a ano. Segundo a Canalys, o motivo da alta foi a volta às aulas nos Estados Unidos, o que gerou o dobro de vendas gerais de Macs no país. Outra razão seria as compras antecipadas, para evitar os anunciados aumentos das tarifas entre novembro e janeiro.

(Imagem: Divulgação/Canalys)

Na Europa, contudo, o mercado de PCs teve uma participação mais discreta e a única companhia entre as cinco mais bem colocadas do ranking que não vendeu bem por lá foi a Maçã. A incerteza sobre o Brexit e suas consequências restringiram a demanda geral por lá, pois as empresas estão apreensivas com os investimentos a longo prazo — as remessas aumentaram cerca de 2% na região da Europa, Oriente Médio e África, índice abaixo da média global.

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