Urgente: São Paulo tem primeiro caso de suspeita de coronavírus de pessoa vinda da Itália

Homem de 61 anos, que mora na capital paulista, voltou da região do foco italiano da doença e foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein, que pediu contraprova de exames

SÃO PAULO

O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde confirmaram o primeiro caso na capital paulista de suspeita de coronavírus em uma pessoa vinda da Itália.

Segundo o ministério, trata-se de um homem de 61 anos, que passou pelo Hospital Israelita Albert Einstein (zona sul), que nesta terça-feira registrou a notificação de caso suspeito da doença.

“No atendimento, o hospital adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico, conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde”, diz o ministério. “Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. Este processo de validação dos resultados está em curso e o Ministério da Saúde divulgará o laudo final da investigação oportunamente”, afirma a nota.

Segundo o ministério, o homem traz histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), à trabalho, sozinho, no período entre 9 de fevereiro e a última sexta-feira (21).

A Itália registrou nesta terça (25) a 11ª morte pelo novo coronavírus. As principais regiões atingidas são o norte e o nordeste do país..

“[Ele] iniciou com sinais e sintomas [febre, tosse seca, dor de garganta e coriza] compatíveis com a suspeita de doença pelo coronavírus 2019 [covid-19]. O paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão”, diz o ministério.

Mulher usa máscara durante a celebração do Ano Novo Chinês, na Liberdade (região central de São Paulo) – Bruno Santos – 1.fev.20/Folhapress

A Itália, juntamente com Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Iran e Emirados Árabes Unidos, entraram na relação de locais de origem ou transição definitiva definida pelo Ministério da Saúde para pessoas que chegam ao Brasil com sintomas respiratórios.

“A mudança levou em conta o aumento de casos registrados fora do território chinês. As orientações foram replicadas pela secretaria para as regiões do território paulista”, diz a secretaria estadual.

Segundo balanço divulgado na tarde desta quarta pela gestão João Doria, são quatro casos com suspeita da doença no estado e todos são adultos. Um deles mora em Bauru (329 km de SP) e veio do Japão. Os outros dois estão na capital, um vindo do Japão e o outro com passagens por China e Coreia do Sul.

Até o momento, o estado descartou os 26 suspeitos descartados para  covid-19. No restante do Brasil também não há nenhum caso confirmado.

“É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus [consulte os sites indicados no final do texto], contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para o vírus”, afirma a nota.

“As equipes de vigilância seguem atentas para realizar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.
Dicas de prevenção

  • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
  • Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
  • Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Fonte: Folha de SP

 

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