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Hebe na Globo: Saiba quais as histórias da minissérie são verdadeiras

A história de HEBE é tema de série da Globo

HEBE, é uma série que já está disponível Globoplay e que, a partir de hoje (30) ganha exibição na Rede Globo todas as quintas, logo após Final Estampa.

A produção é uma espécie de edição do longa metragem “Hebe: A Estrela do Brasil“, com roteiro de Carolina Kotscho e direção de Maurício Farias. Andre Beltrão encabeça o elenco, dando vida a apresentadora mais amada que a televisão brasileira já teve.

Logo, se você já assistiu ao filme, encontrará uma versão expandida desta história. Portanto, agora, são 10 capítulos com média de 45 minutos (alguns ultrapassam 50), e ao contrário do filme, que foca na trajetória de Hebe nos anos 1980, a série vai mais afundo na história da apresentadora. Com isso, chegando a contar parte de sua adolescência e o início da sua carreira como canteira em meio a pobreza da família.

   

Quem foi Hebe?

A apresentadora nasceu em Taubaté, no ano de 1929, em uma família grande e, acima de tudo, sem condições financeiras. Ali, uma simples menina nem imaginava que um dia ganharia o título de “rainha da televisão brasileira”. Desde muito nova, passou a driblar adversidades como a pobreza e a fome bem como toda a rejeição e os olhares tortos que recebeu.

Em São Paulo, nos anos 40, ainda durante a adolescência, Hebe Maria Monteiro de Camargo se aventurou em um concurso de talentos como cantora. Foi ali que deu o pontapé inicial de sua vida artística, indo para o rádio e, pouco depois, migrou para a televisão, onde se tornou apresentadora.

As passagens abordadas

A produção exibida pela Globo dá destaque a este recorte no início. E grande parte dessa trama é real, contada pela própria apresentadora. No entanto, HEBE também faz um recorte dos anos finais da apresentadora, culminando em uma emocionante trajetória de mais de 40 anos na televisão. Um dos pontos altos da série é a reprodução de uma de suas últimas entrevistas, no programa de Marília Gabriela.

Já o primeiro episódio, por exemplo, mostra a apresentadora na Rede Bandeirantes, e as dificuldades que ela enfrentou com a ditadura militar, além da falta de pagamento da emissora. Esse é um ponto crucial na virada da carreira da Hebe, que pouco tempo depois iria para o SBT – onde ficaria por 25 anos.

Além disso, nos primeiros capítulos – também é detalhado um pouco de suas relações pessoais, como o casamento com Lélio Ravagnani, a vida do único filho de Hebe, Marcelo, e a amizade como Lolita Rodrigues e Nair Belo.

Igualmente, Hebe também enfrentou na frente das câmeras o preconceito do mundo machista e homofóbico. Ela fazia questão de dar espaço para os transexuais – há uma passagem com Roberta Close, na qual a apresentadora a chama de “Mulher mais bonita do Brasil“, gays e lésbicas. Grande parte destes trechos, inclusive, são histórias reais, com registros dos programas ainda disponíveis na internet. No entanto, ela também falava de aborto e do direito da mulher. Hebe sempre se fez presente e isso é bastante destacado na trama.

Andréa Beltrão dá vida a icônica apresentadora. Imagem: Globoplay/Divulgação

O que é verdade na história da série?

O filho de Hebe, Marcelo Camargo, chegou a questionar publicamente alguns fatos mostrados no filme. Parte dos fãs, inclusive, estavam esperando uma biografia, com a história da vida dela.

Tem muita coisa ali que está fictício demais. Eu, particularmente, não vi a minha mãe no filme”, disse ele ao blog do Amaury Jr. na época do lançamento. “Não pela Andréa (Beltrão), mas as cenas não eram ela. Ela não bebia uísque, nunca atrasou para começar um programa, aquela cena do microfone nunca existiu. O filme é realmente uma ficção“.

Mas roteirista Carolina Kotscho, em entrevistas, rebateu chegou a explicar a versão que mostrou no filme. Segundo ela, tudo está registrado. Para construir o roteiro, ela utilizou recortes e publicações feitas de Hebe, em jornais e revistas guardadas por fãs, que ajudaram a compor a trama. “Está tudo registrado, ao longo dos anos. São 3000 recortes organizados em um álbum. Uma Hebe ali na primeira pessoa, sem edição“, disse ela ao F5.

Alguns detalhes que divergem a realidade

  • Hebe não abortou com 21, como mostrado na série, mas sim com 18 anos. Ela detalhou essa história em entrevista à Veja, em 1997.
  • A apresentadora não surgiu loira pela primeira vez na sua estreia na TV, mas sim após voltar de uma viagem aos EUA em 1957.
  • A saída da Band não aconteceu daquela forma, e ela foi demitida após a emissora descobrir que a apresentadora negociava às escondidas com o SBT.
  • No SBT, Chacrinha nunca foi no programa de Hebe, assim como Roberto Carlos não compareceu a estreia. No programa de verdade, quem entregou as flores foi Fábio Jr.
  • Seu último aniversário não foi comemorado com uma grande festa, mas sim com uma comemoração singela na casa de Tom Cavalcante – que faz aniversário no mesmo dia.

Vale a pena assistir?

“Eu não tenho medo de morrer. Eu tenho é peninha”. Essa é a frase que abre a série, retirada de um trecho de uma das últimas entrevistas de Hebe Camargo, no programa de Marília Gabriela no SBT. A frase é bastante impactante, visto que pouco tempo depois ela acaba falecendo. Basicamente, a entrevista foi reproduzida, sendo mais um dos momentos fiéis da apresentadora, registrados na série.

Mas o interessante é que a série HEBE não segue uma linearidade na narrativa, mas sim a partir de um fluxo de memórias da apresentadora, mostrando uma trajetória pautada em diversos momentos icônicos registrados, muitas vezes, sob as lentes das câmeras.

Em muitos momentos, se torna extremamente interessante e vale uma maratona. Se você já é assinante Globoplay, não perca tempo e maratone. Ou assista, todas as quintas, na tela da Globo.

E você, era fã da apresentadora Hebe? Já conhecia a série? Deixe nos comentários…

Fonte utilizada para informações sobre detalhes reais da história: NaTelinha.
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