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Covid-19: CEO da Moderna diz que proteção de vacina da companhia pode durar ‘anos’

Um dia após fórmula do laboratório americano ser aprovada pela UE, executivo afirma ainda que produção em 2021 pode chegar a 1 bilhão de doses

Vacina da Moderna contra a Covid-19 Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFP

PARIS — O CEO do laboratório americano Moderna, Stephane Bancel, afirmou nesta quinta-feira que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela companhia oferece proteção contra o novo coronavírus “por anos”. Ainda não há, contudo, dados científicos sobre a duração da imunidade gerada por imunizantes e pela infecção natural pelo Sars-CoV-2.

A fórmula da Moderna já foi aprovada pelos Estados Unidos, Canadá, Israel e União Europeia (UE). Estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine respaldou a eficácia de 94,1% calculada pelos ensaios clínicos da Moderna, mas não há dados sobre quanto tempo durará imunidade proporcionada pela fórmula.

A pandemia da Covid-19 impôs um grau de emergência no desenvolvimento de vacinas, aprovadas em regime emergencial em diferentes países. Como a condução de ensaios clínicos e os procedimentos de farmacovigilância demoram anos, a duração da imunidade desenvolvida pelas vacinas ainda não é conhecida por cientistas e pelas reguladoras de saúde.

— O cenário de pesadelo descrito na mídia há alguns meses, com (a possibilidade de) vacinas funcionando por apenas um mês ou dois está fora de cogitação — disse Bancel, em um evento organizado pelo grupo financeiro Oddo BHF. — O decaimento dos anticorpos gerados a partir da vacina em humanos ocorre de forma bem lenta. Acreditamos que haverá, potencialmente, proteção por alguns anos.

Bancel disse, ainda, que a empresa deve apresentar em breve dados que comprovariam a eficácia de sua vacina contra as variantes do Sars-CoV-2 identificadas inicialmente no Reino Unido e na África do Sul, e posteriormente no Brasil. O CEO da Moderna também prevê que a oferta global de doses do imunizante pode chegar a 1 bilhão neste ano.

A previsão inicial para 2021 era de 500 milhões, e foi atualizada para 600 milhões na última segunda-feira. Bancel não detalhou, no entanto, como a companhia ampliaria a produção em 400 milhões de unidades. A declaração foi feita apenas um dia após a aprovação da fórmula pela União Europeia. A Moderna integra a Covax Facility, coalizão global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa universalizar o acesso às vacinas.

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