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Vice de Trump rejeita pressão e diz que não impedirá certificação de Biden

Vice foi pressionado por Trump a rejeitar os resultados da votação no Colégio Eleitoral

Mike Pence conversa com Nancy Pelosi antes da sessão que confirmará eleição de Joe Biden — Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou nesta quarta-feira que não tentará impedir a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais em uma sessão conjunta que ocorre no Congresso hoje.

Pence estava sendo pressionado pelo presidente americano, Donald Trump, a rejeitar os resultados da votação no Colégio Eleitoral, mas divulgou um comunicado pouco antes do início da sessão para afirmar que respeitará a Constituição e confirmará a vitória de Biden se essa for a decisão do Congresso.

Na nota, Pence disse que consultou especialistas, estudou a Constituição e a história do país, entendendo que o papel do vice-presidente é meramente cerimonial. “Minha opinião é que meu juramento de defender a Constituição me impede de reivindicar autoridade unilateral para determinar quais votos devem ser contados e quais não devem”, escreveu o vi

Pence, porém, disse que compartilha da opinião de muitos americanos que questionam a integridade das eleições e ouvirá as possíveis contestações que serão apresentadas por aliados de Trump. No entanto, ressaltou que cabe ao Congresso, não à vice-presidência, a decisão de rejeitar ou não os resultados da votação em alguns Estados-chave.

Apesar da pressão de Trump, a mídia americana não vê chances de as contestações prosperarem. A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, e a liderança republicana no Senado devem impedir a manobra.

Pelo Twitter, Trump acusou Pence de não ter coragem para barrar a certificação da vitória de Biden.

Contestações
Logo após o início da sessão, antes da suspensão das atividades devido à invasão de manifestantes pró-Trump, aliados do republicano contestaram os resultados da eleição presidencial no Arizona. O processo de contestação está previsto na legislação americana, mas a objeção, apresentada pelo senador republicano Ted Cruz (Texas) e pelo deputado Paul Gosar (Arizona), deve ser rejeitada.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, rejeitou as alegações de fraude feitas por Trump e pediu que seus colegas de partido votem contra a objeção. Os democratas, que controlam a Câmara dos Deputados, também irão rejeitá-la.

“Os eleitores se pronunciaram. Se nós os ignorarmos, estaremos danificando nossa República para sempre”, disse McConnell em discurso, pedindo que os republicanos sejam patriotas não só nas vitórias, mas também nas derrotas.

Biden venceu Trump no Arizona por uma margem pequena, levando os 11 votos do Estado no Colégio Eleitoral. Vários processos apresentados pela campanha do presidente, alegando fraudes na eleição no Arizona e em outras partes do país, foram rejeitados por tribunais estaduais e federal.

Fonte: Valor

 

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