Saúde e Coronavírus

Dieta cetogênica: entenda o que é e como fazer

A dieta cetogênica é feita pela redução drástica do consumo de carboidrato e a substituição deste por lipídios e gorduras. Ela leva esse nome pois a diminuição do consumo de carboidrato gera no organismo corpos cetônicos, que acontece pela baixa da glicemia.

O protocolo clássico da dieta é 4 para 1. A cada 1 grama de carboidrato para 4 gramas de lipídios e proteínas juntos. Dentre os alimentos proibidos estão:

Quando a dieta cetogênica é indicada

Esta dieta inicialmente foi indicada para pessoas com epilepsia refratária, caso de difícil controle. O consumo excessivo de carboidratos pode aumentar a incidência de crises nesses pacientes.

Segundo a nutricionista Cibele Ceciani, na medicina geral a dieta cetogênica também pode ser indicada em alguns outros tratamentos como Alzheimer e Autismo. Na nutrição, é indicada para a prevenção de diabetes tipo 2. Também é indicada para ganho de energia e perda de peso.

“A melhor indicação para ela dentro da nutrição é para a compulsão alimentar. Uma vez que o maior substrato que gera a compulsão alimentar é o açúcar. Como há uma redução dele, essa é a melhor indicação”, conta Cibele.

Riscos e Contraindicações

Por se tratar de uma dieta restrita, é necessário estar atento às contraindicações. “É possível ter complicações nos rins, prisão de ventre, devido à falta de fibra. Além disso, pode causar aumento no colesterol”, explica a nutricionista.

Outro ponto de atenção são os grupos de risco. Idosos, crianças, grávidas e lactantes, por exemplo, não podem realizar essa dieta.

“Portadores de diabetes tipo 1 e 2 não podem fazer uma dieta tão restrita referente ao carboidrato.”, explica Cibele que reforça que a dieta é efetiva na prevenção da diabetes tipo 2, mas prejudicial ao tratamento.

“Pessoas com baixo peso, histórico de doença do fígado e de doenças cardiovasculares, também não podem fazer essa dieta”, completa.

Segurança e atividades físicas

Apesar da efetividade, a dieta não é considerada segura pela nutricionista. “Nenhuma dieta restritiva é segura. A gente precisa lembrar de algo importante. O cérebro é dependente de glicose. Porém, também consome corpos cetônicos. No entanto, quando ele consome muitos corpos cetônicos pode danificar.”, explica Cibele.

O início da dieta vai ser marcado por um déficit de energia. Nesta fase inicial é necessário buscar por atividades físicas menos intensas, como Yoga, caminhada e levantamento de peso.

“Uma das promessas da dieta é gerar energia. No entanto, ela funciona a longo prazo. Estudos mostram que a partir da dieta cetogênica, o metabolismo costuma trabalhar melhor. Com isso, a produção de energia é mais estável, duradoura e consistente.”, explica a nutricionista.

“Para quem quer começar a dieta, juntamente com exercícios físicos deve começar de forma mais branda. com exercícios mais leves. Depois com certeza a performance vai melhorar, porque o organismo vai trabalhar melhor com menos carboidrato.”, explica a nutricionista.

Fica o alerta para o fato de que a dieta cetogênica é algo temporário. Após é necessária a reeducação alimentar para que o retorno aos carboidratos não cause o ganho de peso de forma rápida.

“Só que depois deve ocorrer o “desmame” e o correto seria a pessoa fazer a reeducação alimentar. Seria um protocolo temporário, mas depois é necessária a reeducação alimentar.”, finaliza.

Fonte: Seleções Brasil

 

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